A principal matéria prima utilizada na indústria têxtil, as fibras têxteis são obtidas e preparadas de modo tal que permitam a construção dos mais diversos tipos de tecidos como os planos, de malha ou nãotecidos (Rosa, et.al, 2025). Essas variações suprem variados ramos da indústria de confecção, onde a partir dos diferentes aspectos e ligações atribuídas a cada insumo têxtil, estes são encaminhados para seu devido uso. De tal maneira, Chataignier (2006) cita que a tecelagem de tecidos planos é o processo mais antigo no ramo têxtil, sendo este realizada a partir do cruzamento de dois fios: os de urdume com os de trama. Este entrelaçamento pode resultar em tecidos de tela ou tafetá, sendo essa a ligação mais simples, na qual o fio de trama passa alternativamente por baixo e por cima do fio e urdume; a ligação de sarja, é formada quando o fio de trama passa por debaixo de um fio e por cima de dois ou mais fios de urdume; e o cetim, que com seus pontos cruzados mais espaçados, produz um brilho acetinado. O tecido Morim é originado da fibra natural vegetal do Algodão (CO), que por sua vez é uma das fibras mais antigas cultivadas pelo homem e em decorrência de sua versatilidade e conforto, persiste ainda fortemente na sociedade atual (Pezzolo, 2007), assim na formação desse tecido, os fios de algodão são cruzados de forma alternada, resultando em um material têxtil leve e fino com a trama levemente espaçada, tal que o torna muito utilizado na moulage, na prototipagem e no acabamento de peças, por sua fácil manipulação.
REFERÊCIAS
CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem.
São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006.
PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos.
São Paulo: Ed. Senac, 2007.
ROSA, Jorge Marcos;
Trindade, Nelson Barros; BORELLI, Camila; ARAÚJO, Maurício de Campos. Tingimento têxtil sem segredos:
desvendando procedimentos e insumos químicos. Curitiba: Ed. CRV, 2025.
Gráfico de determinação da resistência e alongamento do urdume:
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