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Dados Históricos dos Têxteis: Algodão Listrado  (Texto Completo)

A principal matéria da indústria têxtil são as fibras têxteis, que podem ser obtidas e preparadas de modo que permitam a construção dos mais variados tipos de tecidos, como os planos, os de malha, ou não-tecidos. Sendo essas fibras divididas em dois grandes grupos, os de origem natural e os de origem manufaturada (Rosa, et.al, 2025). De tal modo, o artigo da atual bandeira é um tecido plano de algodão, ou seja, de origem natural. O algodão, é umas das fibras naturais vegetais mais antigas do mundo cultivada pelo homem, sendo fiado na Índia desde 3 mil anos antes de Cristo, continua sendo uma das fibras mais utilizadas no mundo contemporâneo, em decorrência de sua versatilidade e qualidades naturais (Pezzolo, 2007). O artigo de algodão listrado, apresenta como característica, juntamente de sua fibra, o processo de fabricação e estruturação têxtil de fio tinto, o qual o confere a característica listrada. O fio tinto, são os fios coloridos e os tecidos obtidos por meio da inserção dos mesmos na construção do tecido (Catellani, 2003). De tal maneira, é uma padronagem na qual o desenho (listras) foi obtido pelo posicionamento de fios de cores distintas, em desenhos retos, precisos e com sobreposição de cores (Daniel, 2011), formando assim as listras presentes neste tecido. 

REFERÊNCIAS 

CATALLANI, Regina Maria. Moda ilustrada de A a Z. Barueri, SP: Manole, 2003.

DANIEL, Maria Helena. Guia prático dos tecidos. Osasco SP: Novo Século Editora, 2011. 

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007. 

ROSA, Jorge Marcos; TRINDADE, Nelson Barros; BORELLI, Camilla; ARAÚJO, Maurício de Campos. Tingimento têxtil sem segredos. Curitiba: Editora CRV, 2025. 146 p.


Gráfico de determinação da resistência à tração e alongamento do urdume:













 

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Dados Históricos dos Têxteis: Linho  (Texto Completo)

Entre as fibras naturais de origem vegetal, o linho apresenta características que contribuem para sua utilização na indústria têxtil. Considerado uma fibra mais sustentável, destaca-se por sua durabilidade e resistência, sendo mais resistente que o algodão. Vasques (2025, p. 4) afirma que “O tecido de linho é durável e resistente, e quando molhado pode ter 20% mais resistência do que em seu estado normal, o linho não encolhe nem alarga”. Além disso, seu cultivo apresenta menores impactos negativos ao meio ambiente (Pinto, 2021). Para Daniel (2012, p. 114), trata-se de uma “Fibra natural de origem vegetal procedente do talo do linho”, cuja principal característica é o aspecto rústico e natural de sua fibra. A presença do linho na história é bastante antiga, sendo frequentemente associada ao algodão. De acordo com Moudood (2019), seu uso remonta a mais de 30.000 anos, quando fibras de linhaça selvagem eram torcidas por caçadores pré-históricos para a produção de cordas, cestos e roupas. Ao longo do tempo, a fibra também adquiriu diferentes significados e funções. No Egito, era utilizada nos rituais de mumificação, assumindo um papel simbólico de poder. Em algumas civilizações antigas, o tecido chegou a ser utilizado como moeda de troca por possuir valor monetário. Além disso, o linho é citado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento da Bíblia (Chataignier, 2006). Suas propriedades também contribuem para a diversidade de aplicações. Entre suas características estão o comprimento da fibra, o isolamento térmico e as propriedades antibacterianas. Sua capacidade de isolamento térmico permite proporcionar sensação de frescor em temperaturas elevadas e conforto em climas frios (Pezzolo, 2007). Por essas características, pode ser empregado na produção de tecidos finos, rendas e diferentes produtos têxteis destinados ao lar (Chataignier, 2006). Dentro do beneficiamento têxtil, o tingimento é responsável por modificar a coloração original do tecido (Chataignier, 2006). Esse processo envolve a aplicação de pigmentos, que são fixados por meio de agentes químicos. Após a tinturagem, o tecido passa por etapas de acabamento, nas quais podem ser realizados procedimentos de fixação e lavagem para retirar o excesso de corante (Galeti, 2021). Assim, mesmo sendo uma das fibras de utilização mais antiga, o linho continua presente na atualidade, sendo empregado em diferentes produtos e áreas do setor têxtil.

REFERÊNCIAS

CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006. 


DA FONSECA PINTO, Elda Maria Rios et al. Análise Viabilidade Financeira Projeto Unidade de Processo de Preparação da Fibra de Linho Para Fiação. 2021. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho (Portugal). 


GALETI NARIMATSU, Bárbara Mayume; DO BEM, Natani Aparecida; WACHHOLZ, Larissa Aparecida; LINKE, Paula Piva; PEREZ LIZAMA, Maria de los Angeles; SOTO HEREK REZENDE, Luciana Cristina. CORANTES NATURAIS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL NA INDÚSTRIA TÊXTIL. Revista Valore, [S. l.], v. 5, p. e-5030, 2021. DOI: 10.22408/reva502020507e-5030. Disponível em: https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/507. Acesso em: 25 agosto. 2026.

 Moudood A, Rahman A, Öchsner A, Islam M, Francucci G. Flax fiber and its composites: An

overview of water and moisture absorption impact on their performanc. *Journal of Reinforced Plastics and Composites*. 2019; 38(7):323-339. DOI:10.1177/0731684418818893)


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007.

 

VASQUES, Ronaldo Salvador et al. A FIBRA DO CÂNHAMO (CH): ANÁLISES COMPARATIVAS DE ENSAIOS TÊXTEIS COM AS FIBRAS NATURAIS. Revista Contemporânea, v. 5, n. 5, p. e8071-e8071, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/editoraimpacto/article/view/8809.  Acesso em: 25 agosto. 2026 .



Gráfico de determinação da resistência à tração e alongamento do urdume:






 


 








 

 



Dados Históricos dos Têxteis: New Zig UV Protection (Texto Completo)

No processo de tecelagem, diferentes tipos de artigos têxteis podem ser alcançados, sendo estes os tecidos planos, que se diferenciam em relação aos seus diferentes tipos de entrelaçamento, como tela, sarja e cetim. Os tecidos-não tecidos (TNT) que são formados por emaranhados de fibras. E os tecidos de malha, que podem ser divididos em malharia de trama e de urdume. O tecido de malha é formado por meio do entrelaçamento de laçadas de um ou mais fios, constituindo assim a ligação colunas-carreiras, que permite a malha ter uma determinada flexibilidade em relação ao tecido plano (Pezzolo, 2007). A malharia de teia ou de urdume é formada a partir de um ou mais fios que são disponibilizados no tear de maneira paralela, assim os fios de torção são alimentados ao longo da trama do tecido (Pezzolo, 2007; Stoykova, 2020). Esta malha high-tech recebeu beneficiamentos que agem na proteção contra as ações maléficas dos raios ultravioleta (UVA) e infravermelho (UVB), sendo esta a chamada proteção UV (Chataignier, 2006) adquirida no processo de banho químico, onde é adicionado o fator de proteção, mas para que funcione corretamente os fios precisam ser previamente “confeccionados” de maneira tecnológica, sendo à base de dióxido de titânio (Lemes, 2019).

REFERÊNCIAS


CHATAIGNIER, Gilda. Fio a fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo, SP: Estação das Letras, 2006. 165 p.

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. São Paulo, SP: Editora Senac São Paulo, 2007. 328 p.

LEMES, Yasmin. Como funciona o tecido com proteção UV? Saiba qual escolher. Epulari, 2019. Disponível em: https://www.useepulari.com.br/blog/como-funciona-tecido-com-protecao-uv. Acesso em: 13 out. 2025.


STOYKOVA, Yoanna. Guidelines for 3D printed fashion: a roadmap to 3D printing garments. 2021. Tesi di laurea Magistrale. Politecnico di Milano. School of Design Master of Science in Design & Engineering. Disponível em: https://www.politesi.polimi.it/handle/10589/173151?mode=complete. Acesso em: 13 out. 2025. 








Dados Históricos dos Têxteis: Trilobal Fit (Texto Completo)

A indústria têxtil é composta por diversos processos, desde a fiação, tecelagem, malharia, beneficiamentos, entre outros, possibilitando a construção de tecidos diversificados, como os planos, as malhas e os não tecidos (Rosa, et al., 2025). Contudo, cada tecido possui seu método de construção. As malhas, por exemplo, são entrelaçadas por laçadas e podem ser feitas por teares retilíneos ou circulares, e são divididas em malharia por urdume e malharia por trama, estrutura referente ao artigo têxtil presente nesta bandeira (Pezzolo, 2007). A poliamida (PA), primeiramente nomeada como náilon, é a composição principal desta malha. Surgiu em 1935, através de uma pesquisa dirigida pelo químico Wallace Carothers da empresa DuPont, e foi a primeira fibra sintética a ser produzida industrialmente pela mesma. Apesar de ser aplicada inicialmente em equipamentos de segurança como paraquedas, cintos de segurança, entre outras ferramentas usadas durante a Segunda Guerra Mundial, posteriormente foi aprimorada para a utilização na indústria do vestuário (Pezzolo, 2007). Devido à sua baixa absorção de umidade, fácil texturização e excelente viabilidade com acabamentos têxteis, a poliamida é considerada uma das fibras sintéticas mais nobres (Romero, et al., 1995), assim é vista como multifuncional na indústria têxtil e do vestuário, sendo adotada na fabricação de roupas, lingeries, meias, linhas de costura, tapetes, entre outros (Colombi, 2016). A segunda fibra que compõe esta malha é o elastano (PUE), fibra inventada e registrada pela DuPont como Lycra, cuja função é atribuir elasticidade aos tecidos, sendo eles malhas ou planos, possibilitando assim a confecção de peças que aderem ao corpo (Daniel, 2011). Dessa forma, a combinação dessas fibras têxteis garante uma excelente vestibilidade, conforto e resistência.


REFERÊNCIAS


COLOMBI, Bruna Lyra. Polimerização da poliamida 6, 6: uma breve revisão.  Revista eletrônica de materiais e processos , v. 11, n. 3, pág. 121-129, 2016. Disponível em:

https://remap.revistas.ufcg.edu.br/index.php/remap/article/view/580. Acesso em: 26 de agosto de 2026.  


DANIEL, Maria Helena. Guia prático dos tecidos. Osasco, SP: Novo Século Editora, 2011. 


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos : história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007.


ROMERO, Luiz Lauro et al. Fibras artificiais e sintéticas . 1995. Disponível em:

https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/4241/1/BS%2001%20Fibras%20Artificiais%20e%20Sintéticas_P.pdf. Acesso em: 26 de agosto de 2026. 


ROSA, Jorge Marcos; TRINDADE, Nelson Barros; BORELLI, Camila; CAMPOS, Maurício de. Tingimento têxtil sem segredos : desvendando procedimentos e insumos químicos . CRV, Curitiba, 2025. 










 

 


Dados Históricos dos Têxteis: Viscose Estampada  (Texto Completo)

A viscose (CV), originalmente conhecida como raiom, surgiu como uma “seda artificial” devido à sua semelhança com a seda natural. Essa fibra apresenta toque macio, caimento fluido e cores ricas e brilhantes. Sua base celulósica também contribui para que algumas de suas propriedades sejam semelhantes às do algodão e de outras fibras celulósicas naturais (Shaikh, 2012). Obtida a partir de uma solução viscosa resultante do tratamento químico da celulose da madeira, a viscose passa por processos químicos até a formação de sua fibra (Pezzolo, 2007). Entre suas características, destacam-se aspectos relacionados ao conforto e à resistência moderada à abrasão a seco. Entretanto, a fibra amarrota com facilidade, não suporta altas temperaturas como o algodão e pode apresentar amarelamento ao longo do uso (Shaikh, 2012). Na cadeia têxtil, as fibras que dão origem aos tecidos e às malhas são classificadas em categorias e subcategorias de acordo com sua origem e forma de obtenção. As fibras naturais podem ser de origem vegetal, animal ou mineral, enquanto as fibras químicas são classificadas em artificiais e sintéticas. As fibras artificiais são produzidas a partir de polímeros naturais, como a celulose da madeira e o línter do algodão. Já as fibras sintéticas são provenientes de polímeros sintéticos, geralmente derivados do petróleo, como o poliéster (Ferreira, 2024). A versatilidade da viscose permite sua utilização tanto de forma pura quanto em combinação com outras fibras, possibilitando a obtenção de diferentes aspectos nos tecidos (Shaikh, 2012). De acordo com Pezzolo (2007), os tecidos de viscose ou com mistura dessa fibra podem ser utilizados em diferentes segmentos do mercado têxtil, como tecidos planos, malhas, artigos de cama, mesa e banho, além de bordados e linhas. Essa diversidade evidencia sua ampla aplicação e sua importância para o mercado da moda e para a indústria têxtil.


REFERÊNCIAS 

FERREIRA, Ludimilla Barbosa. Estudo do comportamento de malhas de algodão

e viscose funcionalizadas com polipirrol. 2024. Dissertação (Mestrado Profissional

em Engenharia Têxtil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Blumenau,

Blumenau, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/261241/PTEX0041-D.pdf?sequence=-1&isAllowed=y. Acesso em: 26 mai. 2026. 


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. São Paulo, SP: Editora Senac São Paulo, 2007. 328 p.


SHAIKH, Tasnim; CHAUDHARI, Satyajeet; VARMA, Alpa. Viscose rayon: a legendary development in the manmade textile. Int. J. Eng. Res. Appl, v. 2, n. 5, p. 675-680, 2012. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/124384841/DN25675680-libre.pdf. Acesso em: 26 mai. 2026. 


Gráfico de determinação da resitência à tração e alongamento do urdume:








Dados Históricos dos Têxteis: Algodão Cru  (Texto Completo)

As fibras têxteis, são as principais matérias-primas da indústria têxtil, são obtidas e preparadas de modo tal que permitem construir os mais diversos tipos de tecidos, como planos, de malha, ou não-tecidos, visando a oferta das melhores condições de uso e conforto ao ser humano (Rosa, et.al, 2025). Desse modo, a fibra natural mais importante é a fibra do algodão. E ainda, as fibras de origem natural, encontradas “prontas na natureza”, são consideradas as mais antigas presentes na sociedade, e classificam-se como vegetais, animais e minerais, sendo estas submetidas a poucos processos físicos e químicos para serem transformadas em fios (Daniel, 2011). O algodão, fiado e tecido desde 3 mil anos antes de Cristo na Índia, é uma fibra natural vegetal, que nasce em volta da semente da planta de algodão, é comercializada globalmente em decorrência de suas características de conforto, maciez e durabilidade, além versátil, possibilitando a sua combinação com as mais diversas fibras (Pezzolo, 2007). Em razão dessas características, o algodão apresenta ampla aplicação na indústria têxtil, sendo empregado na produção de diferentes artigos de vestuário e produtos para o lar. Sua capacidade de absorção de umidade, respirabilidade e facilidade de tingimento contribuem para seu elevado uso na fabricação de tecidos, tornando-o uma das fibras naturais de maior relevância para o setor têxtil.


REFERÊNCIAS 

DANIEL, Maria Helena. Guia prático dos tecidos. Osasco SP: Novo Século Editora, 2011. 

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007. 

 ROSA, Jorge Marcos; TRINDADE, Nelson Barros; BORELLI, Camilla; ARAÚJO, Maurício de Campos. Tingimento têxtil sem segredos. Curitiba: Editora CRV, 2025. 146 p.


Gráfico de determinação da resistência à tração e alongamento do urdume: