Criarumemail.com/

Últimos Posts



 




Dados Históricos dos Têxteis: Cânhamo com Rayon (Texto Completo)

    Como fibra natural, o cânhamo é obtido da planta herbácea da família Cannabaceae (Cannabis sativa) (Pezzolo, 2007). Entre suas principais características de cultivo, destacam-se a flexibilidade climática, o rápido desenvolvimento, a dispensa do uso de pesticidas e a capacidade de absorver metais pesados presentes no solo (Vasques, 2025). Destaca-se, ainda, o comprimento de suas fibras, característica que contribui para sua elevada resistência à tração, rigidez e baixa densidade, possibilitando sua aplicação na produção de tecidos de diferentes gramaturas, desde os mais leves até os mais pesados (Chataignier, 2006). Essas propriedades ampliam suas possibilidades de uso para além da indústria têxtil. Nesse sentido, Freire (2021, p. 5) afirma que: “Essas características tornam as fibras de cânhamo um bom material para ser usado como reforço em materiais compósitos e em embalagens que exigem alta resistência [...]”. Apesar de suas características benéficas, o uso do cânhamo foi substituído pelo algodão (CO) e o linho (CL), pois exigia uma quantidade maior de mão de obra resultando em um processo de produção mais lento. A segunda fibra presente neste tecido é o rayon conhecido também como viscose, uma fibra de origem celulósica, obtida a partir da polpa da madeira submetida a tratamentos químicos para sua obtenção, sendo descrita também como “seda artificial” por conta de características como leveza, maciez e absorção de umidade (Chataignier, 2006). A partir disso a viscose (CV) se torna uma boa opção para misturas, agregando nas composições têxteis, por sua versatilidade a fibra pode ser utilizada em diversos segmentos têxteis como, tecidos planos, malhas, moda casa, bordados e linhas (Pezzolo, 2007), desse modo evidenciando sua multifuncionalidade


REFERÊNCIAS 


CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006. 

FREIRE, Henrique Silva Araújo et al. Potencial de uso de cânhamo industrial (Cannabis sativa L.), para a produção de celulose fibra longa. Boletim Técnico SIF, v. 3, n. 1, p. 1-9, 2021. 


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. São Paulo, SP: Editora Senac São Paulo, 2007. 328 p.


VASQUES, Ronaldo Salvador et al. A FIBRA DO CÂNHAMO (CH): ANÁLISES COMPARATIVAS DE ENSAIOS TÊXTEIS COM AS FIBRAS NATURAIS. Revista Contemporânea, v. 5, n. 5, p. e8071-e8071, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/editoraimpacto/article/view/8809. Acesso em: 2 jun 2026.


Gráfico de determinação da resitência à tração e alongamento do urdume:







 








             Dados Históricos dos Têxteis: Xadrez Madras (Texto Completo)

Na cadeia têxtil, as fibras que dão origem aos tecidos e às malhas são divididas em categorias e subcategorias, de acordo com sua origem e forma de obtenção. As fibras naturais podem ser de origem vegetal, animal ou mineral. As fibras químicas podem ser classificadas em artificiais e sintéticas. As artificiais são produzidas a partir de polímeros naturais, como a celulose da madeira e o línter do algodão, enquanto as sintéticas são provenientes de polímeros sintéticos, geralmente derivados do petróleo, como o poliéster (Ferreira, 2024). Originalmente conhecida como raiom, a viscose (CV) surgiu como uma “seda artificial”, em decorrência de sua similaridade com a seda natural, proporcionando toque macio, caimento fluido e cores ricas e brilhantes. Sua base celulósica também contribui para que muitas de suas propriedades sejam semelhantes às do algodão e às de outras fibras celulósicas naturais (Shaikh, 2012). Proveniente de uma solução viscosa obtida por meio do tratamento químico da celulose da madeira, a viscose é submetida a processos químicos para a obtenção de sua fibra (Pezzolo, 2007). A fibra apresenta características relacionadas ao conforto, como as já citadas, além de resistência moderada à abrasão a seco. Entretanto, amarrota com facilidade, não suporta altas temperaturas como o algodão e pode apresentar amarelamento ao longo do uso (Shaikh, 2012). Sua versatilidade a torna uma boa opção para misturas com outras fibras, podendo ser utilizada pura ou combinada, a fim de proporcionar diferentes aspectos ao tecido (Shaikh, 2012). De acordo com Pezzolo (2007), os tecidos de viscose ou com mistura dessa fibra podem ser aplicados em diversos segmentos do mercado têxtil, como tecidos planos, malhas, artigos de cama, mesa e banho, além de bordados e linhas, evidenciando sua versatilidade de aplicações e sua importância para o mercado da moda e para a indústria têxtil.

Referências 

FERREIRA, Ludimilla Barbosa. Estudo do comportamento de malhas de algodão

e viscose funcionalizadas com polipirrol. 2024. Dissertação (Mestrado Profissional

em Engenharia Têxtil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Blumenau,

Blumenau, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/261241/PTEX0041-D.pdf?sequence=-1&isAllowed=y. Acesso em: 26 mai. 2026. 


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. São Paulo, SP: Editora Senac São Paulo, 2007. 328 p.


SHAIKH, Tasnim; CHAUDHARI, Satyajeet; VARMA, Alpa. Viscose rayon: a legendary development in the manmade textile. Int. J. Eng. Res. Appl, v. 2, n. 5, p. 675-680, 2012. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/124384841/DN25675680-libre.pdf. Acesso em: 26 mai. 2026. 



Gráfico de determinação da resistência à tração e alongamento do urdume:




 






Dados Históricos dos Têxteis: Linho Tingido (Texto Completo) 

O linho é considerado uma das fibras mais antigas, sendo citado ao longo da história, juntamente com o algodão. Moudood (2019) diz: “O linho é uma fibra industrial importante que tem sido usada desde tempos antigos. Há mais de 30.000 anos, caçadores pré-históricos usavam fibras de linhaça selvagem torcidas para fazer cordas para empunhar ferramentas de pedra, tecer cestos ou costurar roupas”. No Egito, era utilizado em rituais de mumificação, nos quais assumia um papel simbólico de poder. Em algumas civilizações antigas, o tecido possuía valor monetário, sendo utilizado como moeda de troca. Na Bíblia, é mencionado tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento (Chataignier, 2006). Sendo uma fibra de origem natural vegetal, o linho destaca-se como uma opção de maior sustentabilidade, sendo mais durável que o algodão como adiciona Vasques (2025, p.4): “O tecido de linho é durável e resistente, e quando molhado pode ter 20% mais resistência do que em seu estado normal, o linho não encolhe nem alarga”, além de apresentar um processo de cultivo com menos impactos negativos ao meio ambiente (Pinto, 2021), corroborando com essa afirmação Daniel (2012, p.114) comenta: “Fibra natural de origem vegetal procedente do talo do linho, tem como principal característica o aspecto rústico natural de sua fibra”. Entre as características notáveis da fibra, destacam-se o comprimento, o isolamento térmico e as propriedades antibacterianas. O isolamento térmico permite que, em climas quentes, proporcione frescor e, em climas frios, conforto (Pezzolo, 2007). Dessa forma, pode ser utilizado de diversas maneiras, como na fabricação de tecidos finos, rendas e produtos têxteis para o lar (Chataignier, 2006). O tingimento integra a área de beneficiamento têxtil e tem como objetivo atribuir ao tecido uma coloração distinta da original (Chataignier, 2006). No processo de tinturagem, pigmentos são aplicados ao tecido e fixados por agentes químicos. Posteriormente, na etapa de acabamento, são realizados processos adicionais de fixação e lavagem para a remoção do excesso de corante (Galeti, 2021). Desse modo observa-se, que embora o linho seja uma fibra antiga, ela persiste na atualidade, sendo aplicada de diversos modos a diversas áreas.


REFERÊNCIAS

CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006. 

DA FONSECA PINTO, Elda Maria Rios et al. Análise Viabilidade Financeira Projeto Unidade de Processo de Preparação da Fibra de Linho Para Fiação. 2021. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho (Portugal). 

GALETI NARIMATSU, Bárbara Mayume; DO BEM, Natani Aparecida; WACHHOLZ, Larissa Aparecida; LINKE, Paula Piva; PEREZ LIZAMA, Maria de los Angeles; SOTO HEREK REZENDE, Luciana Cristina. CORANTES NATURAIS COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL NA INDÚSTRIA TÊXTIL. Revista Valore, [S. l.], v. 5, p. e-5030, 2021. DOI: 10.22408/reva502020507e-5030. Disponível em: https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/507. Acesso em: 6 maio. 2026.

 Moudood A, Rahman A, Öchsner A, Islam M, Francucci G. Flax fiber and its composites: An

overview of water and moisture absorption impact on their performanc. *Journal of Reinforced Plastics and Composites*. 2019; 38(7):323-339. DOI:10.1177/0731684418818893)


PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007. 


VASQUES, Ronaldo Salvador et al. A FIBRA DO CÂNHAMO (CH): ANÁLISES COMPARATIVAS DE ENSAIOS TÊXTEIS COM AS FIBRAS NATURAIS. Revista Contemporânea, v. 5, n. 5, p. e8071-e8071, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/editoraimpacto/article/view/8809.  Acesso em: 7 mai 2026.



Gráfico de determinação da resistência á tração e alongamento do urdume:








 





        Dados Hitóricos dos Têxteis: Tricoline Especial (Texto Completo) 

O tecido plano Tricoline, normalmente composto por 100% de algodão (CO), é conhecido por seus aspectos de leveza e suavidade, sendo este também denominado como tecido batista (Bem, et.al, 2024), termo este dado à tecidos mercerizados, leves e transparentes, que podem ser produzidos em algodão penteado ou mesclas de algodão e poliéster (Catellani, 2003). O algodão, uma das fibras mais antigas do mundo, é também a fibras mais utilizadas na indústria têxtil na atualidade, sendo este inicialmente cultivado, fiado, e tecido na Índia por volta de três mil anos antes de Cristo. A versatilidade da fibra do algodão, possibilita a sua combinação com as mais variadas fibras, incluindo as sintéticas (Pezzolo, 2007), como no caso deste tricoline especial. A poliamida (PA), a segunda fibra componente deste tecido, por sua vez é de origem sintética, com características de maciez, leveza, resistência ao uso e deformidades, fácil manuseio, baixa absorção de umidade favorecendo a transpiração do corpo. Por sua resistência a poliamida conhecida também como nylon foi muito utilizada para produção de paraquedas durante a Segunda Guerra Mundial assim posteriormente migrando para a indústria do vestuário, automobilístico e moda casa (Pezzolo, 2007). De acordo, com Rayjadhav (2024) As poliamidas, uma classe versátil de polímeros largamente ratificada por suas propriedades e aplicações distintas, têm atraído considerável evidência na ciência dos materiais. As misturas estratégicas de poliamidas com outros polímeros despontam como uma via basilar para aprimorar o desempenho, possibilitando o desenvolvimento de materiais avançados. A terceira fibra que compõe este tecido, é o elastano (PUE), originalmente registrado como lycra pela DuPont, proporciona elasticidade aos tecidos convencionais, sendo estes planos ou malharias permitindo assim a construção de peças que aderem ao corpo (Daniel, 2011). Desse modo essas três fibras de cunho natural e não-natural são adequadas em suas misturas, aprimorando o toque, a absorção, tingimento, lavação e na estamparia, por isso a indústria têxtil realiza essas misturas. 


REFERÊNCIAS 

BEM, Natani A. do; CARNEIRO, Luciane P.; PASCHOARELLI, Luis C.; MENEZES, Marizilda S. Grau de caimento de tecidos 100% algodão e a percepção visual de estudantes da área da moda. Revista Design & Tecnologia. Vol. 14, No. 28 p.91-99, 2024. DOI: 10.23972/det2024iss28pp91-99. Disponível em: https://www.ufrgs.br/det/index.php/det/article/view/1018/380. Acesso em: 06 de abr. 2026. 

CATELLANI, Regina Maria. Moda ilustrada de A a Z. Barueri, SP: Manole, 2003. 

DANIEL, Maria Helena. Guia prático dos tecidos. Osasco, SP: Novo Século Editora, 2011. 

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007. 

Rayjadhav, S.B., Kubade, P.R. (2024). Polyamide: Comprehensive Insights into Types, Chemical Foundations, Blending Techniques and Versatile Applications. In: Lazar, P., Palani, I.A., Kumar, M. (eds) High-performance Sustainable Materials and Structures. ICAMMS. Sustainable Civil Infrastructures. Springer, Cham, 2024. 


Gráfico de determinação da resistência á tração e alongamento do urdume:












 






        Dados Históricos dos Têxteis: Dubai High Tech (Texto Completo)

As fibras têxteis, principal matéria-prima da indústria têxtil, passam por variados processos, como fiação, tecelagem ou malharia e beneficiamentos, entre outros. Ou seja, desde sua obtenção até sua preparação, esses processos possibilitam a construção dos mais variados tecidos, como os planos, as malhas e os não tecidos, oferecendo condições favoráveis de uso (Rosa, et.al, 2025). Desse modo, “a seleção de fibras que podem ter sua origem natural ou química, segue ao processo de fiação, que irá conferir resistência e comprimento aos materiais” (Menegucci, p. 102, 2023). Cabe ressaltar que a fibra de poliamida (PA) passa por todos esses processos. A poliamida, primeiro batizada como náilon, foi a primeira fibra química sintética produzida industrialmente, desenvolvida no ano de 1935, fora inicialmente utilizada na produção de paraquedas durante a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente sendo aprimorada para sua utilização na indústria do vestuário (Pezzolo, 2007), aplicada na produção de meias comercializadas pela empresa americana DuPont também em 1935 (Colombi, 2016). De acordo com Rayjadhav (2024) As poliamidas, uma classe versátil de polímeros largamente ratificada por suas propriedades e aplicações distintas, têm atraído considerável evidência na ciência dos materiais. As misturas estratégicas de poliamidas com outros polímeros despontam como uma via basilar para aprimorar o desempenho, possibilitando o desenvolvimento de materiais avançados. Considerada uma das fibras sintéticas mais nobres, a poliamida apresenta características de baixa absorção de umidade, fácil texturização e boa aceitação de acabamentos têxteis (Romero, et al. 1995), assim é considerada multifuncional na indústria têxtil e do vestuário, sendo aplicada na fabricação de lingeries, meias, roupas, linhas de costura, tapetes, estofados, tecidos para automóveis e veleiros, entre outras (Colombi, 2016). Por fim, a poliamida é considerada uma fibra ideal para misturas e produtos têxteis tanto na malharia quanto no tecido plano.


REFERÊNCIAS


COLOMBI, Bruna Lyra. Polimerização da poliamida 6, 6: uma breve revisão. Revista eletrônica de materiais e processos, v. 11, n. 3, p. 121-129, 2016. Disponível em: https://remap.revistas.ufcg.edu.br/index.php/remap/article/view/580. Acesso em: 25 de março de 2026. 


MENEGUCCI, Franciele. Design de superfície têxtil. In: MENEZES, Marizilda dos Santos; SILVA, Márcia Luiza França da. Design de superfícies: da teoria à práxis. São Paulo: Canal 6, 2023. 97-110. 

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007. 

Rayjadhav, S.B., Kubade, P.R. (2024). Polyamide: Comprehensive Insights into Types, Chemical Foundations, Blending Techniques and Versatile Applications. In: Lazar, P., Palani, I.A., Kumar, M. (eds) High-performance Sustainable Materials and Structures. ICAMMS. Sustainable Civil Infrastructures. Springer, Cham, 2024.

ROMERO, Luiz Lauro et al. Fibras artificiais e sintéticas. 1995. Disponível em: https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/4241/1/BS%2001%20Fibras%20Artificiais%20e%20Sintéticas_P.pdf. Acesso em: 25 de março de 2026

ROSA, Jorge Marcos; TRINDADE, Nelson Barros; BORELLI, Camila; CAMPOS, Maurício de. Tingimento têxtil sem segredos: desvendando procedimentos e insumos químicos. CRV, Curitiba, 2025.



Gráfico de determinação da resistência à tração e alongamento do urdume:








 








            Dados Históricos dos têxteis: Morim (Texto Completo)

A principal matéria prima utilizada na indústria têxtil, as fibras têxteis são obtidas e preparadas de modo tal que permitam a construção dos mais diversos tipos de tecidos como os planos, de malha ou nãotecidos (Rosa, et.al, 2025). Essas variações suprem variados ramos da indústria de confecção, onde a partir dos diferentes aspectos e ligações atribuídas a cada insumo têxtil, estes são encaminhados para seu devido uso.  De tal maneira, Chataignier (2006) cita que a tecelagem de tecidos planos é o processo mais antigo no ramo têxtil, sendo este realizada a partir do cruzamento de dois fios: os de urdume com os de trama. Este entrelaçamento pode resultar em tecidos de tela ou tafetá, sendo essa a ligação mais simples, na qual o fio de trama passa alternativamente por baixo e por cima do fio e urdume; a ligação de sarja, é formada quando o fio de trama passa por debaixo de um fio e por cima de dois ou mais fios de urdume; e o cetim, que com seus pontos cruzados mais espaçados, produz um brilho acetinado.  O tecido Morim é originado da fibra natural vegetal do Algodão (CO), que por sua vez é uma das fibras mais antigas cultivadas pelo homem e em decorrência de sua versatilidade e conforto, persiste ainda fortemente na sociedade atual (Pezzolo, 2007), assim na formação desse tecido, os fios de algodão são cruzados de forma alternada, resultando em um material têxtil leve e fino com a trama levemente espaçada, tal que o torna muito utilizado na moulage, na prototipagem e no acabamento de peças, por sua fácil manipulação. 

REFERÊCIAS 

CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006.

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007.

ROSA, Jorge Marcos; Trindade, Nelson Barros; BORELLI, Camila; ARAÚJO, Maurício de Campos. Tingimento têxtil sem segredos: desvendando procedimentos e insumos químicos. Curitiba: Ed. CRV, 2025.


Gráfico de determinação da resistência e alongamento do urdume: 




 







        Dados históricos dos têxteis: Algodão Cru (Ecoprint) (Texto Completo) 

        O algodão é uma das mais antigas fibras têxteis do mundo, com vestígios de sua existência desde 3200 a.C na Índia, teve uma grande popularização mundial, apresentando diferentes variações em cor, textura, gramatura e qualidade em diversos países, foi comercializada de maneira global, sendo esta a fibra que mais veste o mundo no atual ramo têxtil (Pezzolo, 2007). Sua alta versatilidade em aplicações, baixo custo e longa durabilidade, a fez com que carregasse o título de fibra mais utilizada, sendo de tal maneira muito presente no vestuário infantil, feminino e masculino, aplicada em diversos segmentos, compõe diversos tecidos, como o denim, a malha e outros como o próprio tecido de algodão cru (Chataignier, 2006).  O tecido plano “algodão cru” tem sua composição 100% algodão (CO) e é construído como uma tela 1x1 (um fio por cima e outro por baixo). Recebe a nomenclatura de “cru”, pois não ganha na etapa de coloração o acabamento úmido pós tecelagem, resultando de tal maneira em um tecido com a cor natural do algodão, que por não receber nenhum tipo de tingimento, apresenta uma textura áspera e característica sólida (Chataignier, 2006). Segundo Vasques (2011, p. 42), “a estamparia é um método que tem por finalidade imprimir desenhos coloridos ou não tecidos e malhas”. Entre  os processos de estamparia contemporâneos, destaca-se o ecoprint. Trata-se de uma prática associada ao slow fashion, que privilegia a produção de peças exclusivas, de alta qualidade e baixo impacto ambiental, substituindo os corantes sintéticos por pigmentos naturais.  A técnica Ecoprint (impressão botânica ou estamparia botânica) aplicada no tecido algodão cru do presente artigo, é um método de estamparia realizada apenas com vegetais, ou seja, toda a coloração é extraída de flores e plantas que contenham corante, como folhas, flores, caules, entre outros. Estes materiais “transferem seu pigmento pelo contato direto a superfície têxtil, não sendo preciso a extração do corante do fragmento vegetal” (Ismal, 2016).  A técnica pode ser realizada por diferentes métodos, como a impressão a rolo, a tintura a frio ou a quente, a solar e a composta, permitindo inclusive a criação de estampas corridas. Dentro desse conjunto de práticas, há ainda o Hapazome, técnica de origem japonesa que consiste na maceração de folhas e flores diretamente sobre o tecido com o auxílio de martelo ou março, resultando em estampas orgânicas e únicas. 

REFRÊNCIAS

ISMAL, O.E. Patterns from nature:contact print. Journal of the Textile Association, Madrid, jul.-aug., p.81-91, 2016.

CHATAIGNIER, Gilda. Fio a Fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das Letras Ed. 2006. 

PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipo e usos. São Paulo: Ed. Senac, 2007.