


A viscose (CV), originalmente conhecida como raiom, surgiu como uma “seda artificial” devido à sua semelhança com a seda natural. Essa fibra apresenta toque macio, caimento fluido e cores ricas e brilhantes. Sua base celulósica também contribui para que algumas de suas propriedades sejam semelhantes às do algodão e de outras fibras celulósicas naturais (Shaikh, 2012). Obtida a partir de uma solução viscosa resultante do tratamento químico da celulose da madeira, a viscose passa por processos químicos até a formação de sua fibra (Pezzolo, 2007). Entre suas características, destacam-se aspectos relacionados ao conforto e à resistência moderada à abrasão a seco. Entretanto, a fibra amarrota com facilidade, não suporta altas temperaturas como o algodão e pode apresentar amarelamento ao longo do uso (Shaikh, 2012). Na cadeia têxtil, as fibras que dão origem aos tecidos e às malhas são classificadas em categorias e subcategorias de acordo com sua origem e forma de obtenção. As fibras naturais podem ser de origem vegetal, animal ou mineral, enquanto as fibras químicas são classificadas em artificiais e sintéticas. As fibras artificiais são produzidas a partir de polímeros naturais, como a celulose da madeira e o línter do algodão. Já as fibras sintéticas são provenientes de polímeros sintéticos, geralmente derivados do petróleo, como o poliéster (Ferreira, 2024). A versatilidade da viscose permite sua utilização tanto de forma pura quanto em combinação com outras fibras, possibilitando a obtenção de diferentes aspectos nos tecidos (Shaikh, 2012). De acordo com Pezzolo (2007), os tecidos de viscose ou com mistura dessa fibra podem ser utilizados em diferentes segmentos do mercado têxtil, como tecidos planos, malhas, artigos de cama, mesa e banho, além de bordados e linhas. Essa diversidade evidencia sua ampla aplicação e sua importância para o mercado da moda e para a indústria têxtil.
FERREIRA, Ludimilla Barbosa. Estudo do comportamento de malhas de algodão
e viscose funcionalizadas com polipirrol. 2024. Dissertação (Mestrado Profissional
em Engenharia Têxtil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Blumenau,
Blumenau, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/261241/PTEX0041-D.pdf?sequence=-1&isAllowed=y. Acesso em: 26 mai. 2026.
PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. São Paulo, SP: Editora Senac São Paulo, 2007. 328 p.
SHAIKH, Tasnim; CHAUDHARI, Satyajeet; VARMA, Alpa. Viscose rayon: a legendary development in the manmade textile. Int. J. Eng. Res. Appl, v. 2, n. 5, p. 675-680, 2012. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/124384841/DN25675680-libre.pdf. Acesso em: 26 mai. 2026.
Gráfico de determinação da resitência à tração e alongamento do urdume:


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